All Or Nothing At All

“This is a story about money”. Essa é a frase que abre cada um dos episódios. Hugh Laurie é Leo Hopkins, um analista financeiro que trabalha em uma conceituada firma. Ele leva uma vida bem confrtável, até que seu cunhado (sempre os cunhados) insiste para que ele pegue uma grande quantia em dinheiro e ivista. Leo reluta, pois não sabe bem que tipo de investimento pode trazer bons resultados para o cunhado, mas acaba aceitando. Ele quer dar um bom retorno em dinheiro e também acabar com seus problemas financeiros e acaba “investindo” em corridas de cavalos. Ele até tem um sucesso inicial, e um colega também lhe pede para investir. E um indica outro, e ele vai se enrolando cada vez mais. Até o chefe acaba lhe dando dinheiro. Claro que ele acaba perdendo tudo e uma série de desgraças acaba se abatendo sobre ele. Então ele começa uma série de mentiras e “rolos”, envolvendo até uma mulher cega que aparece com uma mala cheia de dinheiro de caridade, pedindo para ele investir e sua própria família. E ele não consegue parar.

Leo é “assombrado” por magens de sua infância: a escola de padres que frequentou, seu pai, a relação com o dinheiro e o pecado, hipocrisia e ele percebe que se tornou como seu pai: fraco em certos aspectos. Ele quer sempre agradar a todos, fazer todos felizes, pois nunca conseguiu agradar a seu pai e acaba se dando mal. A cada desgraça que acontece, ele vai tendo flashbacks de passagens de sua infância, e vai mais um pouco para o fundo do poço.

All Or Nothing At All é uma série de três episódios que foi ao ar em 1993 pela BBC e é um dos primeiros papéis dramáticos de Hugh Laurie, que foi escalado para interpretar um sujeito bom, mas que se deixa corromper, por ser “o cara mais legal da Inglaterra”, segundo o diretor Andrew Grieve. Antes dessa série, ele só tinha feito trabalhos de comédia, como “Blackadder”, “A Bit Of Fry And Laurie” e “Jeeves And Wooster”.

Assisti a série de uma vez só e tenho que dizer: é boa. Muito boa! Hugh Laurie, para variar, está ótimo, a história é muito bem conduzida, o elenco todo é muito bom. A gente torce o tempo todo para que ele dê um jeito de se salvar, que ele consiga se resolver e fique tudo bem, afinal, ele começou tudo com a melhor das intenções. Mas como diz o ditado, de boas intenções, o inferno está cheio…

Claro que não posso deixar de fazer o comentário fã de House da coisa e destacar a caneca vermelha que ele usa, as apostas em corridas de cavalo e até o “I’m not saying people don’t change” que ele diz no final. E, claro, como representante da classe feminina, devo dizer que as fãs (como essa que vos escreve) vão gostar do seu hábito de, quando o estresse aperta, tirar a roupa e ir treinar Tai Chi só de cueca no telhado (ô, lá em casa… rs…).

Algumas fotos: