14 Perguntas com George Eads


George Eads é o último protagonista masculino em CSI, que ele estrela como Nick Stokes desde a estreia em 2000. Agora que William Petersen, Gary Dourdan e Jorja Fox saíram do show, Eads fica sob os holofotes dentro e fora da tela.

Há apenas seis anos, o sexy texano foi acusado de bancar o difícil durante disputas de contrato. Adicione a isso o rumor de que alguns membros do elenco estavam desapontados com o pouco desenvolvimento dos personagens no show e a qualidade dos spinoffs, e você pode ver porque o moral não esteve sempre alto no set. Agora que o terceiro membro do elenco original saiu, Eads diz que há espaço para crescimento – e atitudes melhoradas.

Ele fala sobre dividir as telas com a mega estrela adolescente Taylor Swift em um episódio a ser exibido, como é trabalhar com Laurence Fishburne e indo para a frente com Marg Helgenberger.
Por Sandy Deane

1. O que você pode nos dizer sobre o episódio com Taylor Swift?
Há muitos flashbacks e movimentos pelo tempo. Raras vezes na TV você tem tempo e oportunidade para ter tanto desenvolvimento de história em 45 minutos. E é muito interessante ver as mudanças dela do ponto de vista físico e emocional. E como ela é uma principiante, pelo menos na TV, acho que as pessoas vão ficar satisfeitos com o que ela faz. Ela é muito talentosa, sabe. Você não pode ensinar o que Taylor Swift tem. Sua delicadeza e a maneira como ela interpretou isso, acho que foi muito legal.

2. No episódio de Taylor, também veremos algum tipo de impacto profundo em seu personagem?
É meio difícil para eu descrever o que acontece comigo, mas é uma perda de inocência, realmente, para Nick assim como para a personagem de Taylor. E eu acho que uma vez que a inocência é perdida, não acho que se possa recuperá-la. Isso é mais uma coisa que eu não gostaria de perder no Nick. É uma das coisas que o faziam tão charmoso; ele apenas parece ter essa atitude inocente. Está se perdendo aos poucos, assim como aconteceu com a Sara (Jorja Fox), sabe, ela se desgastou tanto que teve que sair.

3. Você não está pavimentando o caminho para Nick Stokes deixar CSI, está?
Não, acho que não. Acho que é mais interessante ver como algumas pessoas não desistem, e talvez as circunstâncias adversas e uma tragédia na vida de uma pessoa ajudam a moldá-la para ser uma pessoa inda mais bonita. Definitivamente faz dele um personagem mais interessante. Acho que Nick encontrou uma tranquilidade. Meio que gosto de interpretar isso… é muito mais interessante que minha vida. (Risos). E eles estão se empolgando em escrever para mim, isso é muito bom.

4. O que aconteceu quando você foi brevemente demitido há alguns anos por alegadamente ter fingido que estava doente?
Tudo o que eu fiz foi dormir demais. Apenas coincidiu de ser na mesma época em que os atores tiveram uma reunião e conversaram sobre pedir um aumento. Eu ter dormido demais e a Jorja ter sido demitida foi interpretado como se nós estivéssemos tentando conseguir mais dinheiro e mentindo. Fico lisonjeado de as pessoas pensarem que sou tão inteligente e calculista. Fico envergonhado de dizer que dormi demais, mas essa é a verdade. Acho que isso foi a melhor coisa que já me aconteceu, porque não estava dando valor ao trabalho. Tinha aparecido atrasado várias vezes antes disso. Ia para a cama às 2 da manhã quando tinha gravação às 7… e aparecia meio sonolento e meio que só fazia o trabalho. Fez uma grande diferença na minha vida passar por esse susto. Sabe, graças a Deus que Les Moonves me readmitiu.

5. Você sente saudades do William Petersen?
Ah, sim. Billy é um cara doce, ele trabalha em equipe, ama o show. Sem dúvida. Mas no fim, cara, ele ia para o trabalho e na verdade não queria estar lá, sabe. Ele estava – meio que havia resmungos. E tenho certeza de que ele pensava muito depois do programa. Mas ele estava planejando sair há anos. E não estou tentando ser malicioso e dizer que ele foi mal de alguma maneira. Mas quero estar com atores que realmente queiram estar lá. Com todo o respeito ao Billy. Seja com Lauren, Laurence ou convidados, alguém que vem para interpretar um cadáver. Quer dizer, quero trabalhar com atores que realmente queiram estar lá.

6. Foi a mesma coisa com a Jorja Fox e o Gary Dourdan?
Foi a mesma coisa com a Jorja. Isso cria tensão. O mesmo com Gary, só cria uma tensão que você realmente não precisa no trabalho. Quando se sente que há resmungos com um produtor e um ator sobre ele estar saindo. Ou alguém chega atrasado, ou sabe, alguém odeia o roteiro e fala isso em voz alta e magoa as pessoas. Quer dizer, quando há essa tensão desnecessária no set, porque um ator não está conseguindo o que quer financeiramente ou criativamente, a tensão se torna enorme. E todos sentem, e não é um lugar divertido de se estar. E no fim, como já disse, acho que agora o trabalho é um lugar divertido e todos que estão lá realmente querem estar lá.

7. A partida de Gary pareceu repentina. Foi algo para o qual vocês estavam preparados?
Eu já tinha percebido. Mas de novo, volta a ser sobre alguém que realmente queira estar lá… sabe, estar lá na hora certa, ser educado, estar descansado. E sabe, você está lá para trabalhar. Estou apenas dizendo que gosto de atores que aparecem prontos para trabalhar. Mais uma vez, se você disser “Ah, é apenas TV”, isso é péssimo, cara. Por que TV tem que ser ruim? O que eu quero dizer é que se você vê programas que não estão indo bem te garanto que se for olhar o que está acontecendo, aposto que há um ator que está sempre atrasado… Aposto que os roteiristas não estão realmente se esforçando para fazer com que a escrita seja boa.

8. Você ficou satisfeito criativamente com como as histórias de Sara, Gil e Warrick se concluíram?
Na verdade achei que foram todas muito acertadas. Adorei a ideia de estafa ocupacional. Porque nesse trabalho isso é a realidade. E achei que foi apropriada a maneira como Gary terminou (com o assassinato de Warrick). Adoro o Gary, mas acho que foi uma produção incrível. (Risos). Ele tem sido meu amigo há muito tempo. Você está junto 13 horas por dia, por anos. Você realmente começa a ter afinidades com as pessoas, e começa a se importar com elas. Quando penso que não vou mais ter aquelas pessoas na minha vida diariamente, meio que me deixa emocionado. Aquelas lágrimas do funeral… talvez na verdade eu não tenha derramado lágrimas na vida real – mas filmar o funeral de Warrick foi o meio de deixar tudo extravasar.

9. Como são seus novos colegas de trabalho, Laurence Fishburne e Lauren Lee Smith?
Laurence Fishburne é um sonho. Acho que ele eleva nosso nível de integridade. Ele chega com muita humildade; ele é legal e doce. E disse a ele “Muito obrigado por ser um cara tão bom”. Eu estou ali dizendo a ele o que fazer, é como ensinar o Super-Homem a voar. Mas ele disse “Ei, eu vim aqui para jogar, baby”. Isso é muito legal, adoro isso. Lauren e eu tivemos uma gravação muito cedo, e ela teve uma ótima atitude. No fim do dia eu disse “Sinto saudades da Jorja, mas ter você aqui, sem ser uma diva, sem ser insegura, apenas fazendo um bom trabalho e sendo uma pessoa realmente doce… Somos muito sortudos de ter você.” Algumas vezes ficamos presos com as pessoas 13 horas por dia. Com quem você quer ficar? Acho que Lauren e Laurence são realmente ótimas pessoas, se encaixaram bem.

10. Petersen disse que foi uma espécie de advogado para os atores de CSI com os roteiristas. Isso é verdade?
Billy ajudou a mudar a maneira como os roteiristas e atores trabalham juntos. Ele nos ajudou a entender que tem que ser uma colaboração. No nosso show, no começo, eles eram relutantes em nos deixar mudar os diálogos. Não tínhamos um roteirista no set. Tínhamos que esperar horas para mudar algo simples. Ter sempre um ator no set – ideia do Billy. Um exemplo perfeito, ontem, tinha uma fala com o delegado, e disse “Vamos dizer isso.” E o roteirista rabiscou alguma coisa e disse “Certo, diga isso.” E ele fez isso lá mesmo. Isso é por causa do Billy. E acho que isso é porque Billy passou a eles confiança em mim. (Risos). “Esse é o meu cara.” Eles estavam muito confiantes quando me colocaram como protagonista. Sou o protagonista e faço um bom trabalho, porque penso no show em primeiro lugar, não em mim.

11. Como é ser o protagonista masculino veterano agora?
Não me parece errado; Nick mereceu isso. Ele passou por muitas coisas e continua se levantando. Mas ele é meio que nosso guerreiro, nosso atleta do coração. Ele passa sob a fita de cena do crime e entra no onibus capotado e vê a criança que pulou pelo teto e sua cabeça está espalhada por todo o lugar. Mesmo que isso esteja machucando muito, ele sente que tem uma responsabilidade com a sociedade, sendo um servidor público. Meu pai foi um servidor público (era promotor) por 30 anos; minha mãe ainda é superintendente. Não éramos ricos. Lembro de um amigo, o pai dele era advogado, e eles viviam em uma mansão. Eu perguntei “Ei, pai, o pai do meu amigo é advogado e você é um advogado. Como nós vivemos assim e eles vivem daquele jeito?” E ele disse “Isso é porque estamos do lado dos bons.” Sempre achei que isso era uma coisa nobre.

12. Nick vai se envolver com Catherine Willows?
Deve ser interessante se isso acontecer acidentalmente. Se de repente eles se olharem e algo acontecer. De repente eles estão fora de controle e se apaixonarem. E para mim, faz sentido porque estamos juntos há tanto tempo, passamos por muita coisa juntos. Não acho que alguém consiga olhar nos olhos e na alma de Catherine como o Nick. Isso faria muito mais sentido do que colocá-lo com outra prostituta de rua.

13. Quanto Marg Helgenberger é gostosa? Dá para colocar isso em palavras?
Bem, vamos ver. Marg é tão gostosa que algumas vezes quando a vejo, não consigo não ficar secando. É como se algo tomasse conta de você. Quando você está dirigindo seu carro e olha no retrovisor e vê a polícia. E você fica “Cara, o que foi que eu fiz?” É meio com o coração pulando na garganta algumas vezes com ela. E acima de tudo ela é a mulher mais legal. E agora, nos últimos anos, toda vez que eu vou dar um beijo na bochecha dela, ela me dá um selinho. A melhor parte do meu dia com ela. Agora eu vou direto pela frente. E costumava dizer “Oh, Marg, pela frente.” Agora eu nem digo nada, só vou lá e beijo. Mas sim, ela se cuida. Ela é linda.

14. Você sabia que aparece sem camisa em metade dos seus vídeos no YouTube?
É interessante. Olho lá e tem 50.000 acessos nessa coisa de 15 anos atrás em que estava sem camisa. E tem 700 em uma cena de que fiquei muito orgulhoso em CSI. Cara, não sei se somos muito sexuais ou pouco sexuais como sociedade. Mas é bem engraçado. É só pele. Está tudo bem.

Fonte e tradução: CSIBrasil

3 opiniões sobre “14 Perguntas com George Eads

  1. sinceramente eu nao gostei dele ter chammado a jorja de diva eu amo ele ele é lindo e so meu mas eu tambem amo ela e o billy ele fez csi porque ele amava e nao porque era obrigado fiquei chateada agora.

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