Tony Shalhoub fala sobre "Monk"

A notícia já foi publicada há alguns dias (em 21/01/2008), mas, em se tratando de Monk, vale a pena!!!
Como vou viver sem “Monk”? A frase, que pode parecer meio dramática, veio de uma fã da série desesperada com o fim da primeira mid-season – a sexta temporada foi dividida em dois blocos – que vai ao ar hoje, no Universal Channel. Agora, a boa notícia: o segundo bloco, que já está sendo exibido nos Estados Unidos, vai estrear por aqui ainda no primeiro semestre. Na semana passada, o astro da série, Tony Shalhoub, deu uma entrevista coletiva por telefone, da qual O GLOBO participou. Ele falou das manias que acabou pegando do personagem – um detetive que tem Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) – e da expectativa por uma sétima temporada que, por enquanto, está em suspenso por causa da greve dos roteiristas.

Você pegou alguma mania de Adrian Monk?

TONY SHALHOUB: Sim, algumas. Hoje, acho mais apropriado somente tocar as mãos das pessoas, em vez de apertá-las. E eu me pego sempre ajeitando objetos na mesa. Mas não me descreveria como um obsessivo compulsivo. Por outro lado, se você perguntar à minha família e aos meus amigos, eles lhe dirão que, provavelmente, estou me aproximando disso. Devo ter alguma tendência (risos). Acho que todo mundo tem, em graus variados. O mundo é um caos, e você enlouquece se achar que pode organizá-lo. Esse é o inferno de Monk: ele tenta.

Você recebe algum retorno das pessoas que têm TOC?

SHALHOUB: Elas se aproximam e dizem que Monk ajuda, de alguma maneira, a tirar o estigma de quem tem TOC. E isso é gratificante, porque não foi nosso objetivo inicial.

Vocês conseguiram completar a sexta temporada antes da greve de roteiristas?

SHALHOUB: Dividimos a sexta temporada em dois blocos. Terminamos os sete episódios do segundo bloco, um ou dois dias antes de a greve começar. Então, a curto prazo, não fomos afetados. Mas, se ela se prolongar, pode atrasar o início da próxima temporada.

“Monk” terá uma sétima temporada? Você fará o personagem para sempre?

SHALHOUB: Para sempre é um tempo muito longo. A greve trouxe um rompimento. Meu contrato acabou no fim da sexta temporada, e estávamos em discussão sobre renová-lo para uma sétima. Estávamos perto de resolver quando veio a greve, e ficou em suspenso. Mas tenho esperanças que tudo se ajeite.

E você é a favor da greve? Mesmo que o Globo de Ouro tenha sido cancelado por isso?

SHALHOUB: Bem, eu simpatizo com os roteiristas. E este é o ano perfeito para não ter Globo de Ouro, porque eu não fui indicado desta vez. (risos) Calma, é brincadeira! Falando sério, fica parecendo que os roteiristas são os únicos a atrapalhar e atrasar tudo, porque são os grevistas. E a greve é por um bom motivo. Disputas trabalhistas significam mesmo interrupções. Algumas pessoas são prejudicadas, mas é da natureza da greve. Há dois lados nessa história, e os estúdios têm que dividir a responsabilidade.

Existe algum projeto de transformar a série em filme?

SHALHOUB: Falamos sobre isso o tempo todo. Nós adoraríamos que isso acontecesse. Eu realmente espero que sim.

O título de cada episódio é sobre Monk em algum lugar ou situação. Há algo que ainda não tenha sido feito e que você teria vontade de fazer?

SHALHOUB: Algo como “Monk vai para o Iraque”? Não. Para ser totalmente franco com você, eu fico impressionado com a imaginação dos roteiristas para criar tais situações para “Monk”. Eu sempre prendo a respiração cada vez que vou pegar o roteiro para descobrir para onde eles vão me mandar daquela vez.

Os sintomas do TOC de Monk vão melhorar? A morte de sua mulher fez a doença piorar?

SHALHOUB: Apesar de Monk ter sempre sofrido desta doença, acho que ficou pior depois da morte da mulher. E, no dia em que ele descobrir quem a matou, vai se sentir mais perto da cura. Mas acho que isso será somente no final da série, seja ele quando for. Porque parte do charme do personagem é justamente os problemas e as dificuldades que ele enfrenta no dia-a-dia.

Há alguém que te ajuda a compor Monk?

SHALHOUB: No começo, eu trabalhei com um médico que lidava com TOC, e ele foi de extrema importância para o personagem. Mas, depois das duas primeiras temporadas, as cenas começaram a fluir naturalmente e fui fazendo sozinho. Mas tenho que contar que um de nossos produtores executivos teve a doença quando criança e é fonte valiosa de pesquisa.

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