Títulos curiosos dos episódios das séries

Todo episódio de série precisa de um título – afinal, chamar um episódio pelo número não tem o menor charme, ainda mais quando faz parte de uma linda caixa de DVDs, por exemplo. Assim, os produtores e roteiristas se esmeram para que os títulos dos episódios sejam tão bacanas quanto as próprias séries.

“Friends” é um exemplo de como títulos aparentemente triviais podem se tornar um charme a mais para a série e seus fãs. Todos os seus episódios, nas dez temporadas, começam com “The one with/where…” (Aquele em que/onde), seguido de algum fato que marcou o episódio: “The one with Chandler in a box” (Aquele com o Chandler numa caixa) ou “The one with Ross’s sandwich” (aquele com o sanduíche de Ross).

As exceções são o primeiro, chamado, como em quase todas as séries, “The Pilot” (piloto), e o último, “The Last One” (O Último). Segundo o site IMDB, até o primeiro episódio pode entrar no padrão, sendo conhecido como “The one where it all begin” (Aquele onde tudo começou).

Os autores de “Samantha Who” também capricham na hora de escolher nomes, sempre nomes curtinhos: tem “The Job” (o emprego), “The Hockey Date” (o encontro do hóquei), “The Car” (o carro), e assim por diante. E em “Chuck”, os episódios seguem o padrão “Chuck versus alguma coisa”. Tudo a ver com as aventuras do nerd que virou espião por engano.

“Monk” tem sempre seu nome nos títulos dos episódios, “Mr. Monk…”, como em “Mr. Monk and the three pies” ou “Mr. Monk joins a cult” (ainda inédito no Brasil).

Os dramas também conseguem ser divertidos. Em ” Grey’s Anatomy”, todos os títulos são nomes de músicas, de vários estilos. A criadora da série, Shonda Rhimes, explica: “Cada roteirista tem sua própria sensibilidade, e parte do processo de escrever um episódio é escolher uma música que se encaixe com a série e com o episódio”.

“Dont’ Stand So Close to Me”, do The Police, “Losing My Religion”, do R.E.M. e “Let it Be”, dos Beatles, são algumas das músicas que já emprestaram seu nome a ótimos episódios da série.

Outra série médica, “Nip/Tuck” põe como título os nomes dos pacientes que aparecem no episódio. O primeiro de todos leva o nome da clínica dos protagonistas, “McNamara/Troy”. Já o famoso episódio que se passa no futuro, contado pelo filho de Sean, se chama “Conor McNamara 2026”.

“Lost” não tem um padrão para nomear seus episódios, mas alguns deles fazem referência a livros. “White Rabbit” e “Through the Looking Glass” estão relacionados as obras de Lewis Carroll. O primeiro significa Coelho Branco, personagem de “Alice nos País das Maravilhas”, e o segundo é o título em inglês de “Alice Através do Espelho”. Nessa mesma linha, “Catch 22” é o nome original do livro “Ardil 22”, que aparece nesse episódio.

“Arquivo X” tem nomes de episódios tão estranhos quanto os casos de Mulder e Scully, com preferência por idiomas diferentes. Alguns exemplos das nove temporadas da série: latim em “Excelsis Dei” e “Memento Mori”, alemão em “Die Hand Die Verletzt” e “Unruhe” e norueguês em “Död Kalm”. Também teve japonês, em “Kitsunegari”, e até português arcaico em “Teso dos Bichos”.

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